quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Relato: articulador nacional do FALE no Rio de Janeiro

por Caio Marçal

FALE e ABU em Seropédica
Cheguei sexta-feira no Rio de Janeiro, dia 17 de outubro, às 5h30. Encontrei-me com o [articulador regional] Pedro Grabois e fomos para uma reunião com o pessoal da Aliança Bíblica Universitária da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no município de Seropédica. Chegando lá encontramos com o [articulador regional] Ednaldo. Ao meio-dia dei uma palavra devocional na ABU, relacionando espiritualidade com justiça e defesa dos mais pobres. A resposta do grupo foi muito boa e penso que, a partir de agora, o FALE terá um papel importante naquele local.
Depois tive uma reunião com os articuladores estaduais e fechamos a programação do sábado no Encontro Estadual do FALE, na cidade do Rio de Janeiro. De Seropédica rumamos para a UERJ, onde participamos de uma reunião da ABU que durou até às 20h30.

Encaminhamentos no Rio
No sábado era o primeiro momento do Encontro Estadual do Fale na Igreja Presbiteriana Vila Isabel, que começou às 9h30. O Luiz Longuini deu a devocional e logo após falou sobre missão e justiça. Apresentamos o vídeo "Cristo e o Processo Revolucionário Brasileiro", que se seguiu de debate sobre os temas levantados pela manhã.

À tarde eu e o Ednaldo falamos sobre a campanha de saneamento. Apresentamos alguns vídeos do Projeto "Trata Brasil" e fotos de Marabá. Para finalizar o dia, fechamos uma agenda mínima para o grupo FALE no Rio. Alguns nomes foram colocados para assumir funções de mobilizador local, coordenação de oração e de publicidade.
De noite fomos para a Igreja Presbiteriana de Jacarepaguá e fizemos alguns contatos com líderes de jovens.

Domingo era o dia de ir para Niterói, onde às 14h começamos o Encontro Estadual na Igreja Cristã da Aliança. Fiquei impressionado com o que vi lá! Encontramos jovens que, na maioria tinham 19 anos, querendo muito caminhar e pensar uma igreja que tenha como eixo mudar a realidade que vivemos. Ao fim do evento, o grupo escolheu três líderes e marcou uma reunião para o dia 26 de outubro, para fechar uma agenda local de atuação. Isso é muito positivo, já que delineia um papel de protagonismo por parte do próprio grupo.

Partimos de Niterói e fomos para a Igreja Batista Itacuruçá. Lá foi reservado um tempo para que pudéssemos falar e incentivar a igreja a se envolver com justiça social e com o FALE.

Registros pessoais
Gostaria de registrar o cuidado do Pedro e de sua família, como também a sua disposição em fazer o FALE acontecer.

Minhas impressões nesses dias foram de que, além do evidente crescimento do FALE, precisamos melhorar nossa estrutura de amparo aos grupos. Precisamos investir na formação dos articuladores locais por causa do aumento das demandas.
Resultados da Articulação em 2008

Precisamos nos alegrar, porque além de ter o prazer de nos movermos em direção daqueles que mais precisam, hoje já vemos os frutos que o Senhor tem feito crescer. Esse ano, com todas as dificuldades, foi excelente em termos de articulação. Foram 42 atividades apenas no primeiro semestre e passamos de 7 articuladores estaduais para 14. Talvez cheguemos a 16 até o fim do ano. Até aqui nos ajudou o Senhor!
Em Jesus,

Que nos chama ao servir e a promoção de Justiça!

Caio César Marçal
Articulador Nacional do FALE, estudante do Centro Evangelístico de Missões, em Viçosa (MG).

Confira outras informações sobre as atividades do FALE no Rio de Janeiro no relato Encontro Estadual do FALE no Rio de Janeiro. O blog Justiça Integral também publicou fotos dos eventos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

FALE no Congresso Brasileiro de Missões

A Rede FALE esteve representada no V Congresso Brasileiro de Missões, em Águas de Lindóia, São Paulo, pela coordenadora de Oração e Liturgia, Abigail Aquino. Durante os cinco dias do evento foram distribuídas 1200 cópias do Respondendo ao Chamado, o informativo oficial do FALE.

Para Abigail, esta foi uma importante ação de divulgação da Rede. Ela salienta que o interesse despertado no público que recebeu o informativo. “Foi muito bom entregar o jornal e a maioria dos presentes felicitou o trabalho da ABU [Aliança Bíblica Universitária] com saneamento”, declara.

O evento reuniu 1600 pessoas e já está com a próxima edição marcada para 2011, em Recife. Outras informações sobre o evento podem ser obtidas na página oficial do CBM.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Jovens cristãos mobilizam participação evangélica em políticas de juventude

O ‘II Seminário Evangélico de Políticas Públicas de Juventude’, que ocorreu em São Paulo, no final de agosto, reuniu aproximadamente 40 jovens cristãos para discutir a mobilização evangélica nas questões de juventude. Do evento saíram duas cartas: a “Carta Aberta em apoio ao Pacto pela Juventude” e a “Carta Convite”, que está em fase de finalização por uma comissão eleita durante o evento.

O objetivo da Carta Convite é o envolvimento de igrejas e entidades cristãs na elaboração e implementação das Políticas Públicas de Juventude (PPJs), através da promoção de eventos e participação nos conselhos locais e regionais de juventude. Durante o Seminário os jovens tiveram momentos de reflexão e debate sobre participação cristã na política, direitos e deveres da juventude, atuação específica nas PPJs e no Conselho Nacional de Juventude (Conjuve). Ao final do evento, os jovens assumiram o compromisso de agir localmente e de levar estas reflexões para a sua igreja, comunidade, escola ou ambiente de trabalho.

O II Seminário Evangélico de Políticas Públicas de Juventude foi organizado pela Visão Mundial e pelas três entidades evangélicas que integram o Conjuve – Jovens com uma Missão (Jocum), Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) e Rede FALE.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Carta Aberta em apoio ao Pacto pela Juventude

Nós, cristãos, evangélicos e católicos, presentes no II Seminário Evangélico de Políticas Públicas de Juventude, realizado em São Paulo, de 29 a 31 de agosto, reafirmamos a importância do Pacto pela Juventude, ciente de seu caráter de documento em construção.

Ressaltamos a urgência de que haja esforço por parte de todas as esferas governamentais na elaboração e implementação de políticas públicas de juventude (PPJ).

Reconhecemos os jovens como sujeitos de direitos e deveres. Cientes da pluralidade juvenil, acreditamos que o governo deve reconhecer e valorizar essa diversidade, considerando as necessidades específicas das juventudes na formulação de PPJ's.

Entendemos que as políticas públicas devem acontecer de modo integrado nas diversas ações governamentais e articuladas a políticas de outras secretarias e ministérios de modo a garantir o desenvolvimento integral dos jovens.

Apoiamos a criação de secretarias e conselhos municipais e estaduais que promovam novos espaços de participação. Cremos que vivemos um momento histórico único na juventude brasileira e é necessário avançar para que jovens que estão à margem desse processo tenham seu direito de participação política garantido.

Acreditamos em um modo diferenciado de fazer política, não estamos preocupados em defender uma bandeira pretensamente evangélica. Para tanto, orientamos nossa participação no ver e ouvir as necessidades dos diferentes grupos, lembrando daqueles que não estão presentes e cujos direitos ainda não foram garantidos.

Os valores cristãos é que norteiam nossa prática: propomo-nos a servir e amar a todos sem distinção, nos mobilizamos para resgatar a dignidade das pessoas e para promover a vida a fim de contribuir com a construção de uma sociedade mais justa. Oramos para que a paz, que é fruto da justiça, seja plena em nossa sociedade. E assim como declarou o profeta Amós “... que a justiça corra como um rio que não seca”.

São Paulo, 31 de agosto de 2008.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008