sábado, 26 de julho de 2008
Conjuve lança Pacto pela Juventude
Dentre as propostas principais do Pacto estão a garantia e a visibilidade dos direitos dos negros, a ampliação dos investimentos na educação e a prática de esporte e da cultura como fundamentais para o desenvolvimento dos jovens. De acordo com o presidente do Conjuve, Danilo Moreira, há mais de 50 milhões de jovens na faixa etária de 15 a 29 anos no Brasil, e a atenção aos negros é fundamental para resolver outros problemas, além do preconceito. “A maioria dos jovens que sofrem violência nas grandes periferias são negros. Eles são vítimas por causa de questões sociais, econômicas e raciais”, destaca o líder.
Uma das representantes da ABUB no Conjuve, Sarah Nigri, explica que o Pacto tem como proposta “criar mecanismos de controle social sobre a implementação das políticas públicas de juventude, incentivar a formação de espaços de discussão sobre as resoluções aprovadas na Conferência Nacional, fomentar a criação de órgãos institucionais de juventude nos estados e municípios, enfim, fortalecer o diálogo entre os diversos segmentos da sociedade civil e entre estes e o poder público, além de efetivar uma política de juventude nas três esferas: municipal, estadual e nacional”.
Ela enfatiza a importância da participação da juventude evangélica neste processo. Os debates e ações do Conjuve são as bases que formularão as políticas públicas de juventude, ou seja, fundamentam as decisões do governo direcionados ao jovem nos próximos anos. “Como cidadãos, temos a obrigação de fiscalizar as ações do Estado e também temos o direito de participar da construção de alternativas para a superação das desigualdades sociais em nosso país”, afirma.
Nigri acredita que a participação dos evangélicos nas discussões sobre juventude ainda deixa a desejar. “Precisamos reforçar no meio evangélico a noção de responsabilidade social do cristão e esclarecer que lutar pela justiça e pelos direitos dos excluídos não é uma questão de ‘caridade’, mas parte de nossos deveres como seguidores de Cristo”, enfatiza a estudante.
Conjuve
O Conjuve é o órgão consultivo da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), cujo objetivo é assessorar a formulação de diretrizes da ação governamental, promover estudos e pesquisas acerca da realidade socioeconômica juvenil, assegurar que a Política Nacional de Juventude do Governo Federal seja conduzida por meio do reconhecimento dos direitos e das capacidades dos jovens e da ampliação da participação cidadã.
(Fonte: Agência Soma)
Veja mais sobre participação evangélica no Conjuve:
+ ABUB e FALE integram Conselho Nacional de Juventude
terça-feira, 1 de julho de 2008
Saneamento afeta rendimento escolar infantil
A universalização do acesso à rede geral de esgoto deverá acontecer apenas daqui a 115 anos, em 2122, informa a pesquisa. "Cada R$ 1 milhão investido em obras de esgoto sanitário gera 30 empregos diretos e 20 indiretos", ressaltou. "Com o investimento de R$ 11 bilhões por ano, reivindicado pelo setor de saneamento, calcula-se que sejam gerados 550 mil novos empregos no mesmo período", diz Felli.
Segundo a pesquisa, a Bahia, com o Projeto Bahia Azul, voltado ao saneamento e meio ambiente e adotado na década de 70, registrou, em nove anos (1991-2000), um crescimento na taxa de acesso à rede de esgoto de 18,84% para 68,42% (aumento de 236,98%). O que lhe rendeu o terceiro lugar no ranking de acesso ao saneamento no País em 2006, com 78,42%, atrás apenas de Minas Gerais (83,58%) e São Paulo (78,64%).
Despoluição da Guanabara
Já no Rio de Janeiro, o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) não conseguiu resultado satisfatório, principalmente se comparado aos resultados apresentados na Bahia, Estado maior e mais pobre. Também num período de nove anos (
Fonte: Agência Soma
www.agenciasoma.org.br
segunda-feira, 23 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Campanha contra o infanticídio indígena
"Meu nome é Eli. Eu sou um líder indígena da etnia Ticuna, do Amazonas.“A prática do infanticídio causa um grande sofrimento nas famílias das crianças. Conheço muito bem a dor que essas famílias enfrentam quando são forçadas pela tradição a sacrificar suas crianças. Mas conheço também mulheres corajosas que enfrentam a tradição e literalmente desenterram crianças que estavam condenadas à morte. Essas mulheres, mesmo sem nunca terem estudado direitos humanos, sabem que o direito à vida é muito mais importante que o direito à preservação de uma tradição. Por causa do sofrimento do meu povo indígena, e da coragem dos meus parentes que se opõem ao infanticídio, eu me dispus a trabalhar na elaboração de um projeto de lei. O primeiro esboço saiu da minha cabeça. Numa segunda fase, contei com o apoio de uma equipe de especialistas e de um deputado federal sensibilizado pela causa.
“Como indígena e defensor dos direitos fundamentais, conclamo a sociedade brasileira, índios e não-índios, a participar da Campanha Lei Muwaji. A primeira coisa que peço é que você assista ao documentário Hakani – a história real de uma menina suruwaha que foi enterrada viva, mas foi resgatada por seu irmão de nove anos. Você vai se comover com a luta desse menino para salvar a vida de sua irmãzinha. Depois de assistir ao filme, ajude-nos a pressionar o governo para que a Lei Muwaji seja votada com urgência. Faz exatamente um ano que o projeto de lei está parado na Comissão de Direitos Humanos, o que mostra o total desinteresse do Congresso pela causa indígena. Temos menos de um mês para fazer com que a comissão vote o projeto ou ele cairá no esquecimento. Nós precisamos da sua ajuda para superar essa prática terrível que ceifa a vida de centenas de crianças inocentes”.
O documentário sobre a menina que foi resgatada pelo irmão está no site Hakani, que reúne outras informações sobre infanticídio e a campanha pela Lei Muwaji.
sábado, 14 de junho de 2008
Dados sobre a juventude brasileira
Baixa escolaridade, desemprego e miséria afetam grande parte dos jovens brasileiros. Dados sobre o relacionamento da população juvenil e a sociedade brasileira foram recentemente divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no artigo "Juventude e Políticas Sociais no Brasil", assinado pelo diretor-presidente Marcio Pochman. Confira abaixo os números de alguns dos problemas enfrentados pelo jovem no país.
- Há 51 milhões de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos.
- A principal causa alegada para não estar estudando, entre os homens é ter que trabalhar para ajudar a família; entre as mulheres, a gravidez.
- 46% deles estão desempregados.
- E 50% dos 54% que estão empregados trabalham sem carteira assinada. Ou seja, do total de jovens, apenas 27% têm emprego com carteira assinada, e por tanto direitos trabalhistas e previdenciários. O que no futuro lhes trará muitos problemas.
- 31% de todos eles podem ser considerados miseráveis, pois possuem renda per capita inferior a meio salário mínimo.
- 70% dos jovens considerados pobres, são negros.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Mutirão de Oração por Crianças e Adolescentes em situação de Risco
Ore porque: 
sexta-feira, 16 de maio de 2008
FALE em Congresso da CIBUC, em Fortaleza

A Rede FALE esteve presente no Congresso da CIBUC, em Fortaleza, nos dias 1 a 3 de maio.
Rodolfo Silva realizou uma Palestra sobre o Ciclo de Defesa de Direitos.
Durante a Palestra, grupos pequenos conheceram o Cartão FALE por Saneamento Ambiental no Brasil e discutiram agendas de Defesa de Diretos em suas comunidades.
Congresso de Ação Social da CIBUC: Recursos para a Ação Social da Igreja Local
Quando pensamos em recursos para Ação Social, pensamos logo em dinheiro e o fato de que não o temos. O Congresso de Ação Social, promovido pela coordenadoria de Ação Social da CIBUC – Convenção das Igrejas Batistas Unidas do Ceará, explorou este tema em seus diversos aspectos.
Nos dias 1 a 3 de Maio de 2008, por volta de 200 irmãos, de 33 igrejas e congregações e 19 cidades cearenses participaram da rica programação do Congresso. Inquietos com a desigualdade social, e cientes do forte apelo bíblico ao clamor do pobre e o desejo divino que acolhamos os necessitados (Salmo 82:3,4; Malaquias 3:5), os congressistas encontraram na troca de experiências, estudos bíblicos, oficinas, palestras e mensagens, direcionamento e força para iniciar ou aprimorar ações em suas igrejas.
As reflexões no congresso vieram de diversas maneiras. Na oficina de música, os congressistas perceberam, em um a contagem rápida, que pelo menos 49 dos 150 salmos falam sobre o pobre ou justiça social. Esta descoberta trouxe à tona o fato do canto em nossas igrejas não refletir esta proporção. No entanto, a música tema do congresso teve como título “Amor em Palavra e Ação”.
Baseando sua mensagem bíblica no texto base para o Congresso, 2 Reis 4:2 a 7, o Secretário Executivo da CIBUC, Pr Etevaldo Siqueira, explanou sobre como a viúva mencionada no texto, sentiu-se impotente diante da sua situação, acreditando que o que tinha em mãos não era de nenhum valor. Porém, o profeta Eliseu, usado por Deus, levou-a a enxergar os recursos que ela já possuía, a arrolar a ajuda dos filhos e vizinhos e a iniciar uma atividade produtiva, sustentável. “O que posso fazer por você? Diga, o que você tem em casa?” 2 Reis 4.2
Refletindo nesta pergunta por diversos ângulos, os congressistas puderam perceber as riquezas já existentes em nossas igrejas, que devem ser utilizadas para enfrentar os problemas sociais entre seus membros e em suas comunidades. Meditando em Romanos capítulo 12, o Pr Mark Greenwood, Coordenador de Ação Social da CIBUC, sugeriu que Deus capacitou a sua igreja com alguns recursos naturais para a luta contra a desigualdade social: solidariedade, garra, coragem e paciência, oração, hospitalidade, humildade, comunicação, generosidade e amor. Colocando estas dons em ação o Corpo de Cristo tem um impacto na sociedade.
O congresso ofereceu seis oficinas visando fomentar a ação transformadora da igreja na sociedade: alimentação, capacitação de adultos, formação infanto-juvenil, música, atividades esportivas e intercessão. Cada um destes momentos levou a formação de uma Rede de Apoio para o desenvolvimento das atividades específicas. Material para o trabalho, contatos relevantes e troca de experiências garantiram o excelente aproveitamento destes momentos.
A visão de todos foi expandida com importantes contribuições da irmã Rosilene Nazar (em vídeo), do Comitê de Ação Social da CBB; Pr Holdair Drefs, da Diaconia; o irmão Rodolfo Silva, da ABU/FALE e irmão Geter Borges, da REBAS, e articulador da Agenda 21, programa internacional para desenvolvimento sustentável. No culto de encerramento, Pr Marcos Monteiro, da PIB Fortaleza, nos levou a refletir em Gálatas 6:10, “não nos cansemos de fazer o bem”, mostrando recursos que a bíblia nos ensina para permanecemos fazendo o bem.
Acreditamos que, através deste congresso, foram providenciados às igrejas da CIBUC recursos para serem sal e luz nas suas comunidades, assim trazendo glória ao Pai que está nos céus (Mateus 5:14 a 16).
Da Organização do Evento


