segunda-feira, 17 de janeiro de 2011




Os números relacionados com o Terceiro Congresso Internacional de Evangelização Mundial — que aconteceu na Cidade do Cabo, África do Sul, de 17 a 24 de outubro, sob o tema “Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo” (2 Coríntios 5:19) — são impressionantes. Estiveram presentes mais de 4 mil participantes de 198 países. Além disso, houve cerca de 650 sites de Internet conectados com o Congresso em 91 países e 100 mil “visitas” de 185 países. Isto significa que milhares de pessoas de todo o mundo puderam assistir às sessões por meio da Internet. Doug Birdsall, o presidente executivo do Movimento de Lausanne, provavelmente tem razão em afirmar que Cidade do Cabo 2010 foi “a assembleia evangélica global mais representativa da história”. Sem dúvida, este resultado foi alcançado, em grande medida, por meio de seu longo esforço. 

Igualmente impressionantes foram os muitos arranjos práticos que se fizeram antes do Congresso. Além do difícil processo de seleção dos oradores para as plenárias e para os “multiplexes” (seminários) e as sessões de diálogo, dos tradutores e dos participantes de cada país representado, havia duas tarefas que devem ter envolvido muito trabalho antes do Congresso: a Conversa Global de Lausanne, para possibilitar que muita gente ao redor do mundo fizesse seus comentários e interagisse com outros, aproveitando os avanços tecnológicos contemporâneos; e a redação da primeira parte (a teológica) do Compromisso da Cidade do Cabo, redigida pelo Grupo de Trabalho Teológico de Lausanne, sob a direção de Christopher Wright.

Uma avaliação positiva de Lausanne III A melhor maneira de comprovar o valor de uma conferência como Lausanne III é analisar os resultados concretos que ela produz posteriormente em relação com a vida e missão da igreja. Por esta razão, a avaliação presente da conferência que acaba de ser realizada na Cidade do Cabo tem que ser considerada como nada mais do que uma avaliação preliminar.

Cada um dos seis dias de programa (com um dia livre entre o terceiro e o quarto) tinha um tema:
1) Segunda-feira – Verdade: Defender a verdade de Cristo em um mundo pluralista e globalizado.
2) Terça-feira – Reconciliação: Construir a paz de Cristo em nosso mundo dividido e ferido.
3) Quarta-feira – Religiões Mundiais: Testemunhar o amor de Cristo a pessoas de outras crenças.
4) Sexta-feira – Prioridades: Discernir a vontade de Deus para evangelização deste século.
5) Sábado – Integridade: Chamar a igreja de Cristo de volta à humildade, integridade e simplicidade.
6) Domingo – Parceria: Formar parceria no corpo de Cristo rumo ao novo equilíbrio global.

Cada um destes temas chaves, qualificados como “os maiores desafios para a igreja na próxima década”, era o tema de estudo bíblico e da reflexão teológica a cada dia pela manhã. O texto bíblico que se usava na série intitulada “Celebração da Bíblia” era a carta aos Efésios. Um dos aspectos mais positivos do programa foi o estudo indutivo da passagem do dia, em grupos de seis membros sentados ao redor de uma mesa. Isto deu aos membros do grupo a oportunidade de aprender juntos, de orar uns pelos outros, desenvolver novas amizades e construir alianças para o futuro. Ao estudo bíblico em grupos, seguia a exposição da passagem de Efésios selecionada para esse dia. Sem minimizar a importância da música, do teatro, das artes visuais, dos testemunhos e das apresentações multimídia, uma alta porcentagem dos participantes sentiu que o tempo dedicado a “Celebrar as artes” poderia ter sido reduzido para dar mais tempo para “Celebrar a Bíblia”, atividade que gostaram muito.
Cabe fazer uma menção especial aos vários testemunhos que foram dados nas sessões plenárias pela manhã por certas pessoas cuja experiência de vida ilustrava claramente o tema do dia. Quem que esteve ali poderia se esquecer, por exemplo, da jovem palestina e do jovem judeu que falaram juntos sobre o significado da reconciliação em Cristo acima das barreiras raciais? Ou da missionária estadunidense que falou sobre testificar do amor de Cristo a pessoas de outras religiões, contando como vários cristãos — incluindo seu esposo, médico de profissão — foram assassinados por muçulmanos enquanto regressavam de um povoado isolado onde haviam estado servindo movidos pela compaixão cristã no Afeganistão?
Nos multiplexes e nas sessões de diálogo de cada dia (à tarde), foram exploradas em profundidade as implicações práticas do estudo e da reflexão bíblicas da manhã. Certamente que o debate mais relevante sobre os diferentes temas não se realizava necessariamente dentro dos limites de tempo definidos no programa mas nas conversas informais fora do programa oficial. De qualquer maneira, é um fato que muita da reflexão mais rica sobre os assuntos relacionados com os problemas globais contemporâneos se dava nas sessões da tarde. Estas sessões participativas, nas quais se levavam em conta a compreensão da diversidade de perspectivas representadas; a contextualização de ideias, modelos, contatos e materiais; e o compromisso para articular planos de ação, serão a base para a segunda parte do Compromisso da Cidade do Cabo. O plano é publicar o documento de duas partes (a teológica e a prática) com um guia de estudo no fim de novembro.

Dos vinte e dois multiplexes que se ofereceram durante o Congresso, houve especialmente três que enfocavam assuntos que poderiam ser considerados como os mais críticos para o hemisfério Sul: a globalização, a crise ambiental e a relação entre riqueza e pobreza. Estes três fatores estão vinculados intimamente entre si e, em vista do enorme impacto que produzem em milhões de pessoas no mundo das grandes maiorias, merecem muito mais atenção que receberam até o momento por parte do movimento evangélico.

Sérias deficiências 

Segundo a definição oficial de sua missão, o Movimento de Lausanne existe para “fortalecer, inspirar e equipar a Igreja para a evangelização mundial em nossa geração, e exortar os cristãos sobre seu dever de participar em assuntos de interesse público e social”. Uma análise detalhada desta definição expõe a dicotomia que influenciou um grande segmento do movimento evangélico, especialmente no mundo ocidental: a dicotomia entre evangelização e responsabilidade social. Por causa desta dicotomia, relacionada estreitamente com a dicotomia entre o secular e o sagrado, o Movimento de Lausanne se propõe a “fortalecer, inspirar e equipar a Igreja para a evangelização” mas só “exortar os cristãos” a respeito de sua responsabilidade social. O pressuposto que está implícito é que a missão prioritária da igreja é a evangelização, concebida em termos de comunicação oral do Evangelho; enquanto que a participação em assuntos de interesse público e social — as boas obras por meio das quais os cristãos cumprem sua vocação como “luz do mundo” para a glória de Deus (Mateus 5:16) — é um dever secundário, para o qual os cristãos não necessitam ser fortalecidos, inspirados e equipados, apenas exortados.

Na exposição bíblica de terça-feira, baseada em Efésios 2 (o segundo dia do Congresso), esclareceu-se, a partir do texto bíblico, que Jesus Cristo é nossa paz (v.14), fez nossa paz (v.15) e anunciou paz (v.17). Em outras palavras: em Cristo, o ser, o fazer e o proclamar paz (shalom, vida em abundância) são inseparáveis. A igreja é fiel ao propósito de Deus na medida em que ela prolonga a missão de Jesus Cristo na história, manifestando a realidade do Evangelho concretamente não apenas pelo que diz mas também pelo que é e pelo que faz. A missão integral da igreja está enraizada na missão de Deus em Jesus Cristo, missão que envolve toda a pessoa em comunidade, a totalidade da criação e cada aspecto da vida.

A exposição bíblica baseada em Efésios 3, no dia seguinte, pôs em relevo a necessidade urgente que o Movimento de Lausanne tem de esclarecer teologicamente o conteúdo da missão do povo de Deus. Em contraste com o que se disse no dia anterior, o pregador designado para a quarta-feira afirmou que, se bem que a igreja se preocupa com toda a forma de sofrimento humano, ela se preocupa especialmente pelo sofrimento eterno e, consequentemente, está chamada a dar prioridade à evangelização dos perdidos.

Uma séria deficiência de Lausanne III foi não dar tempo para a reflexão séria sobre o compromisso que Deus espera de seu povo em relação à sua missão. Lamentavelmente, não houve tempo para dialogar sobre o Compromisso da Cidade do Cabo, sobre o qual o Grupo de Trabalho Teológico, dirigido por Christopher Wright, tinha trabalhado por um ano com a intenção de circulá-lo no começo do Congresso. Compartilhou-se o documento apenas na sexta-feira à noite, e não foram tomadas medidas para que os participantes escrevessem pelo menos seus comentários pessoais antes do encerramento da conferência em resposta a perguntas específicas. Segundo o Comitê Executivo, não havia tempo para isso! A postura negativa assumida pelos organizadores do programa a respeito da recomendação de um grupo de participantes anciãos interessados em conseguir que todos os participantes vissem o documento como algo seu, não apenas conspira contra esse propósito. É também um sinal de que o Movimento de Lausanne está ainda muito longe de alcançar a parceria sem a qual não tem base para se considerar um movimento global.

Em comparação com o tratamento que recebeu o documento produzido pelo Grupo de Trabalho Teológico, dedicou-se, na quarta-feira, toda uma sessão plenária à estratégia para a evangelização do mundo nesta geração — uma estratégia elaborada nos Estados Unidos baseada numa lista de “grupos de povos não-alcançados” preparada pelo Grupo de Trabalho Estratégico de Lausanne. Tal estratégia refletia a obsessão pelos números, típica da mentalidade de mercado que caracteriza um setor do movimento evangélico dos Estados Unidos. Por outro lado, segundo muitos participantes do Congresso que conhecem de primeira mão as necessidades de seus respectivos países em relação à evangelização, a lista de grupos de povos não-alcançados não fazia justiça à situação real. Curiosamente, não constava na lista nenhum grupo não-alcançado nos Estados Unidos!

Outra deficiência de Lausanne III foi que, como destacou o Grupo de Interesse em Reconciliação, não se fez nenhuma menção oficial ao fato de que o Congresso estava sendo realizado num país que até poucos anos estava dominado pelo Apartheid e ainda sofre a injustiça social resultante desta política. Na realidade, o Congresso realizou-se no Centro Internacional de Convenções que foi construído sobre o terreno que se reivindicou com os escombros do Distrito Sul da Cidade do Cabo quando, em 1950, esse distrito foi declarado uma zona exclusiva para brancos. Consequentemente, cerca de 60 mil habitantes negros foram expulsos da área à força e seus lares foram arrasados por completo. Entretanto, os organizadores da Cidade do Cabo 2010 fizeram ouvidos surdos ao pedido do Grupo de Interesse em Reconciliação que rechaçasse oficialmente “as heresias teológicas que deram sustento ao Apartheid” e lamentasse “o sofrimento sócio-econômico que é o legado atual do Apartheid”. Alguém pode se perguntar quão sério são os líderes do Movimento de Lausanne em seu compromisso com o Pacto de Lausanne, segundo o qual “a mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam” (parágrafo 5).

A parceria na missão e o futuro do Movimento de Lausanne 
Um fato que hoje reconhecem e mencionam com frequência aqueles que têm interesse na vida e missão da igreja em nível global é que, nas últimas décadas, o centro de gravidade do cristianismo se deslocou do Norte e do Ocidente para o Sul e o Oriente. Apesar disso, com demasiada frequência os líderes cristãos do Norte e do Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, continuam considerando que eles são os encarregados de desenhar a estratégia para a evangelização de todo o mundo. Como se afirma na página sobre o “Sexto Dia – Parceria” do livro que contém a descrição detalhada do programa do congresso, “o centro da liderança organizacional, do controle financeiro e das tomadas de decisão tende a permanecer no norte e no ocidente”.

Tristemente, o maior obstáculo para implementar uma verdadeira parceria na missão é a riqueza do Norte e do Ocidente; a riqueza que Jonathan Bonk, em seu importante livro sobre Missions and Money [Missões e dinheiro], descreveu como “um problema missionário ocidental”. Se é assim, e se o Movimento de Lausanne vai contribuir significativamente com o cumprimento da missão de Deus por meio do seu povo, chegou o momento de que a força missionária conectada com este movimento, incluindo seus estrategistas, renuncie ao poder do dinheiro e modele a vida missionária na encarnação, no ministério terreno e na cruz de Jesus Cristo.

Fonte: Novos Diálogos

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Foi ele quem morreu por você?



Por Paulo Marins Gomes*


O natal está chegando e nesta época somos inundados pela presença daquele que é a estrela da festa. Ele, que é bondoso, poderoso e generoso, que comemoram e esperam sua chegada. Aquele que traz consigo o “espírito do natal” e q
ue dá sentido à esta data. O amado, louvado e adorado: PAPAI NOEL.

Toda a festa gira em torno da personalidade do Papai Noel. As ruas e casas ganham enfeites com suas cores. Nos supermercados, lojas e shoppings ouvem-se as suas músicas, “seus louvores”. E, a cada dia, a tradicional festa cristã vai se tornando um show de consumismo. O que era a comemoração pela vinda de Cristo acabou se transformando em mega evento: ótima oportunidade para alavancar as vendas, ganhar presentes, passear para ver as luzes, fomentar o turismo, arranjar emprego temporário e fazer beneficência coorporativa sob os holofotes da mídia.

Foi neste contexto que artistas de Curitiba deram um grito de “basta”.

Ao andar pelas ruas da cidade o curitibano pode ver um cartaz provocante estampando um Papai Noel na cruz. Obviamente não há identificação dos autores (em Curitiba é proibido fixar cartazes). Mas a mensagem está clara. Para quem não entende a crítica, ainda há a seguinte inscrição no alto da cruz “foi ele quem morreu por você?”.

Talvez devamos ser mais cuidadosos com nossa cultura e tenhamos que pensar criticamente nossas ações coletivas. Uma criança que gosta do Papai Noel não é culpada pela deturpação do natal, no entanto, quando se troca o menino da manjedoura pelo velhinho do trenó, acabamos coletivamente apagando uma memória. Para os pais é cômodo fazer a criança acreditar (“se não se comportar, Papai Noel não traz presente”), para as empresas é um ótimo e barato garoto propaganda. Para a prefeitura é uma fácil decoração, não precisa nenhuma originalidade, e o povo precisa mesmo de “pão e circo”. E assim acontece, quando todos utilizam a figura do bom velhinho em benefício próprio, acabamos criando um monstro que engole nossa cultura.

Não podemos saber se os artistas do Papai Noel crucificado são cristãos inconformados ou simplesmente artistas cansados da mesmice. Mas de uma coisa podemos ter certeza: a festa que historicamente foi marcada pela celebração dos valores cristãos (mais do que do próprio Cristo) tem sido suplantada pela cultura americana do consumo. Tem gente aqui se importando com isso. Será que o povo brasileiro ouvirá a voz que clama para preservar o verdadeiro sentido do natal?


* Paulo Marins Gomes é membro da Rede FALE Paraná.


Veja uma narrativa divertida do Natal, contado em cordel:

Um cordel de natal




sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Conjuve elegeu seu novo presidente

O conselheiro Gabriel Medina de Toledo, representante do Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis (Fonajuves), é o novo presidente do Conselho Nacional de Juventude. Eleito nesta terça-feira (14/12), por voto direto, Gabriel assume a presidência da entidade em 2011, como representante da sociedade civil. Segundo o regimento interno do Conjuve, a presidência da entidade deve ser alternada anualmente entre sociedade civil e governo. Eleito com amplo apoio dos principais movimentos juvenis, Gabriel Medina afirmou que trabalhará com firmeza para que o Conselho se consolide como um espaço autônomo de controle social das políticas públicas de juventude. Em 2010, o cargo foi exercido pelo secretário adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, Danilo Moreira.

A eleição ocorreu durante a 23ª reunião ordinária do Conjuve, realizada em Brasília, quando os conselheiros aprovaram a versão preliminar do documento "Considerações sobre as políticas públicas de juventude desenvolvidas na atual gestão do governo federal". Elaborado pela Comissão de Acompanhamento de Políticas e Programas, o documento será entregue ao governo da presidenta eleita, Dilma Rousseff, como contribuição para a agenda juvenil, que entrou na pauta do governo federal na gestão do presidente Lula. Em 2005, foi instituída a Política Nacional de Juventude, com a criação do próprio Conselho, da Secretaria Nacional de Juventude e do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem).

O novo presidente do Conjuve reconhece os avanços obtidos na gestão do presidente Lula, mas ressalta que muito ainda precisa ser feito para que as políticas de juventude se transformem, de fato, em uma política de Estado. "Quero representar o conjunto da juventude em toda a sua diversidade. Tenho convicção de que será preciso muita luta e unidade dos movimentos para garantir a estruturação das políticas sociais, universais e específicas para os (as) jovens brasileiros (as)".


Fonte: Secretaria Geral da Presidência - Governo Federal

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Rede Fale amplia a presença na web

Falantes, parceiros e todos os que acompanham as atividades da Rede FALE por todo o Brasil têm, a partir de agora, mais alternativas de interação e informação. Além deste blog/site, do twitter e do Facebook, a Rede FALE inaugurou esta semana mais dois canais na web: o youtube e o flickr. O objetivo é ampliar a possibilidade de interatividade entre os falantes das diversas regiões do país, além de oferecer outras alternativas de comunicação para os interessados em conhecer e se envolver nas ações e campanhas desenvolvidas pela Rede.

Levante sua voz contra a injustiça!



©Douglas Rezende

Rede FALE e ACEV Social se unem no dia Mundial de Combate a DST/AIDS

1011 cartões assinados apenas no primeiro dia de campanha. Esse foi o saldo do lançamento da campanha “FALE pela Ampliação da Rede DST/AIDS no sertão da Paraíba” no dia 01 de dezembro de 2010, dia Mundial de combate a DST/AIDS.

Segundo dados Epidemiológicos do Ministério da Saúde hoje existem notificados 64.706 mil casos de AIDS no Nordeste, destes 4.028 na Paraíba. O avanço da AIDS em cidades paraibanas atinge pelo menos 170 dos 223 municípios existentes no estado, o que representa 76,2% das cidades paraibanas. A falta de informação e o pouco acesso a serviços de prevenção e atendimento são potencializados por tabus que reforçam comportamentos de risco e o estigma.

Diante desses dados, a ACEV Social e a Rede FALE se uniram em uma campanha de sensibilização da sociedade e de pressão ao governo do estado da Paraíba para que este amplie a Rede de Atenção DST/AIDS no sertão. O serviço conta hoje apenas com um Centro de Testagem (CTA) na cidade de Patos e para ter acesso ao tratamento o usuário deve se deslocar até a capital paraibana.

Com o intuito de angariar apoio e parceiros para a campanha, diversos jovens saíram pela cidade de Patos/PB. Durante a manhã foi realizado um multirão no centro da cidade, e, a noite, realizada a ação no bairro Jatobá, que concentra a maior parcela dos casos de AIDS no município.

Ainda durante a mobilização conversamos com o vereador Salles Junior que assumiu publicamente o compromisso de pautar a questão dentro da câmara municipal. Comprometeu-se a, já no inicio do próximo ano, convocar uma audiência pública para tratarmos do tema junto aos demais vereadores.

As atividades da campanha continuam e nos próximos dias contará com a sensibilização de jovens nas escolas e igrejas.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Propostas e comunhão marcaram o terceiro e último dia do IV ENcontro Nacional da Rede FALE

O terceiro dia do nosso encontro nacional começou com a notícia dos acontecimentos no Complexo do Alemão. Logo depois  do café da manhã, tivemos um momento de oração pela situação do Rio de Janeiro, dirigida por Caio Marçal.

Após esse momento, tivemos uma devocional conduzida por Eric “Peruca” Rodrigues (Avalanche Missões Urbanas), refletimos, à luz do Pai Nosso, as injustiças que muitas pessoas sofrem, contrariando aquilo que somos ensinados pela palavra de Deus.

No último momento da manhã, tivemos uma discussão sobre  os espaços de Formação. Muitas ideias e anseios foram colocados, e pôde-se perceber o quanto todos estão ansiosos em agir em seus contextos, trocando informações e com uma preparação maior. Oficinas, eventos com parcerias, utilização da plataforma online que o FALE possui, entre outras alternativas foram colocados como resposta aos desejos.

Após o almoço, Marcus Vinícius Matos, o MV,  apresentou um resumo de tudo o que havia sido discutido, tivemos um momento de indicações para composição das coordenadorias e uma discussão sobre o orçamento de 2011.

Finalizando o encontro, celebramos abraçados, orando uns pelos outros, embalados pela música Momento Novo, que diz  sobre Deus nos chamar para um momento novo, de caminhar junto com seu povo. 

Saímos de lá com a certeza de que em 2011 teremos muito por fazer pelo Reino de Deus levantando nossas vozes juntos contra as injustiças de nossas cidades,  estados e no Brasil.

Matheus Vieira e Silva