

+ Download para impressão do Boletim de Oração FALE n.30, agosto de 2009.
A Rede FALE participou da Oficina sobre Investimento na Infância com Enfoque Ético, entre os dias 08 e 10 de Julho, em Recife, Pernambuco. O principal resultado do encontro foi a construção de um plano de trabalho voltado ao Investimento na Infância no Brasil, que inclui campanhas de lobby para implementação de políticas públicas voltadas à infância, apoio à família e aprimoramento do ensino público (veja a íntegra). O curso foi realizado pela Visão Mundial Brasil com o apoio da organização sueca Save the Children. O evento reuniu 50 participantes, representantes de organizações sociais cristãs e comunitárias de todo o Brasil e de outros países da América Latina, comprometidas com ações de advocacy e garantia de direitos para crianças e adolescentes.“Estou muito grato a Deus por ver como o movimento cresceu, tornou-se autônomo, ganhou identidade. Queria incentivá-los a continuar este caminho. (...) O FALE tem uma importância para o movimento estudantil que ainda será contada”. Com esta frase, o pastor Ariovaldo Ramos iniciou sua palavra no Fórum Nacional da Rede FALE, realizado em janeiro, na Igreja Batista de Pedreira, em Belém (PA), onde foram levantadas e discutidas propostas de ampliação da estrutura administrativa e organizacional da rede.
Ariovaldo falou sobre o modelo do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), como exemplo de rede que funciona em um país continental e que possui diversos apoiadores, mas cuja dinâmica interna não permite vínculos ou apropriações. Passou-se, então, a discutir mudanças na estrutura da Rede FALE, e houve diversos comentários, sugestões e perguntas. Durante todo o período, ressaltou-se a importância do FALE permanecer como uma rede, lembrando as vantagens da não-institucionalização.
Foram levantadas propostas concretas de mudanças na estrutura da rede, como profissionalização, melhorias no monitoramento e modelos de gestão de voluntários. Além da contratação de pessoal para atuar nas “secretarias” criadas – secretaria executiva, secretaria administrativa, secretaria de mobilização e assessoria de comunicação –, discutiu-se a necessidade de fortalecer estruturas regionais da Rede FALE que pudessem promover o desenvolvimento comunitário a partir das campanhas. Outro ponto crucial foi a elaboração de um planejamento estratégico para 2009-2010.
As principais diretrizes deliberadas no evento foram: Divulgação e fortalecimento das campanhas; Mobilização e capacitação da juventude para defesa de direitos; Ampliação de Parcerias; Captação de recursos para potencialização das atividades.
A partir destas diretrizes, a Rede FALE tem promovido uma série de atividades com a finalidade de se fortalecer organizacionalmente e melhorar a efetividade das campanhas promovidas.
Reunião com organizações parceiras
O primeiro passo no sentido do fortalecimento da Rede foi a realização de uma reunião com as organizações parceiras. Além de apresentar os resultados dos últimos eventos e campanhas realizados, um dos objetivos era ouvir essas organizações para entender a visão de cada uma sobre a Rede FALE, as possibilidades de desenvolver ações e campanhas em conjunto, e suas contribuições para o Planejamento Estratégico 2009-2010,
Giovanna Amaral, pela ABUB, disse enxergar o FALE como “irmão/ parceiro”. Para os estudantes, na ABU, a Rede FALE apresenta “propostas reais de envolvimento com missão integral”. Anivaldo Padilha, pela Koinonia, ressaltou o potencial da Rede. “Nunca me decepcionei com o FALE”, disse, apontando o crescimento que viu desde o início das atividades, e do envolvimento dos evangélicos com Políticas Públicas, em especial no caso da Juventude, em que a Rede desempenha papel importante. Para Darli Alves, secretário executivo do CLAI, a importância da Rede FALE está em “não ser voltada exclusivamente para as lideranças”. Já Wellington Pereira, da Visão Mundial, mencionou a presença da juventude evangélica no Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e esboçou sua preocupação com o impacto das campanhas: “como fortalecer o diálogo entre as organizações parceiras e o impacto das atividades promovidas pela Rede FALE?”
Sobre o Planejamento Estratégico para os próximos anos, todas as organizações representadas afirmaram que é possível ampliar as parcerias e renovar as estruturas na Rede FALE. Uma das propostas levantadas foi a possibilidade de empoderamento dos parceiros para utilização do cartão Ore&Envie em campanhas geridas pelas suas organizações. Além disso, foi levantada a proposta de “campanhas eletrônicas simples”, com texto de e-mail previamente preparado. Carla, do Instituto Agente, e Anivaldo mencionaram estudos realizados nos EUA, mostrando que o uso de e-mails aumentou o índice de participação da sociedade civil em atividades de Lobby.
Sobre o tema das Políticas Públicas de Juventude (PPJ), Anivaldo Padilha colocou que nossa missão envolve “diálogos difíceis”, referindo-se a polarização política entre grupos feministas, movimento gay e grupos pró-família, ao lado de setores mais conservadores da igreja. “Estes são temas que polarizam a política hoje”. Lembrou, no entanto, que a própria existência desta polarização no debate público que envolve os evangélicos é, em si, sinal de um avanço. “A questão social já é um tema estabelecido e aceito para a participação das igrejas no Brasil. Nem sempre foi assim”. Wellington destacou, também, o problema da polarização política em alguns temas: “as brigas não nos ajudam. É necessário produzir diálogos, e diálogos pressupõem respeito”. Sinval, do Usina 21, ressaltou a importância de que os evangélicos “dialoguem com todos os grupos”.
Alguns resultados: Plano de Ação em 2009, captação de recursos e planejamento para 2010
Tanto o Fórum Nacional da Rede FALE quanto a reunião com organizações parceiras foram marcos importantes para delinear propostas de ampliação das estruturas da rede e possibilidades de fortalecimento organizacional que possam dar conta do crescimento e das demandas que surgem. Neste momento, estamos planejando um encontro entre membros da Coordenação Nacional para encaminhar as questões propostas e avançar nas diretrizes deliberadas.
Desde o início do ano, temos trabalhado concentrando esforços nas diretrizes definidas durante o Fórum Nacional do FALE,
*Marcus Vinicius é Secretário Executivo da Rede FALE.
Contato: redefale@gmail.com
Um grupo com cerca de trinta pessoas, lideradas pelo Conselho Nacional de Juventude, foi recebido na última terça-feira (2/6) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, para discutir o Plano Nacional de Juventude (PL 4530). A audiência foi agendada pela deputada federal Manuela D´Ávila (PC do B/RS) que compôs a comitiva, ao lado de mais dez deputados integrantes da Frente Parlamentar de Juventude, do secretário nacional de Juventude, Beto Cury , e do vice-presidente do Conjuve, Danilo Moreira. Na avaliação dos participantes, o encontro foi bastante positivo e resultou em alguns compromissos assumidos pelo presidente da Casa em relação à matéria.
Bastante receptivo ao tema, Michel Temer se comprometeu em colocar a Plano de Juventude na pauta da Câmara no próximo semestre, durante a Semana da Juventude, que este ano acontece entre os dias 23 e 30 de setembro. Ele acatou também a sugestão do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e prometeu indicar os nomes dos deputados Lobbe Neto (PSDB/SP) e Manuela D´Avila para os respectivos cargos de presidente e relator da comissão que inciará os debates do Estatuto da Juventude.
O Plano Nacional de Juventude compromete os governos com um conjunto de metas sobre os direitos dos jovens, que deverão ser cumpridas nos próximos dez anos pela União, estados e municípios em parceria com as organizações juvenis, envolvendo ações das mais diversas áreas, como cultura, saúde, esporte, cidadania, trabalho, inclusão digital e educação entre outras. O Projeto de Lei já foi aprovado por uma comissão especial na Câmara dos Deputados e aguarda votação em plenário. O relatório do Plano, foi resultado de um processo que envolveu governos e diversos segmentos da sociedade civil, por meio de audiências públicas e seminários realizados pela Câmara dos Deputados. No entanto, o texto foi elaborado muito antes da realização da I Conferência Nacional de Juventude, que estabeleceu um conjunto de resoluções e prioridades para o segmento. Dessa forma, o Conselho defende uma atualização do documento, antes da sua votação, a fim de que ele possa atender melhor às necessidades dos jovens brasileiros.
- Depois de deixar a Câmara, os conselheiros seguiram para o Senado Federal para pedir aos parlamentares a aprovação imediata da PEC 042/2008, conhecida como PEC da Juventude, o que deverá ocorrer nos próximos dias. Os conselheiros ficaram em vigília até o início da noite de ontem e ao final vários senadores se pronunciaram em defesa da matéria: Renato Casagrande (PSB/ES), Inácio Arruda (PCdoB/CE), Eduardo Suplicy (PT-SP), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), José Nery (PSOL-PA), João Pedro (PT-AM), Antonio Carlos Valaderes (PSB-SE), Flávio Arns (PT-PR).Assessoria de Comunicação
Secretaria-Geral da Presidência da República/Secretaria Nacional de Juventude
(61) 3411.1407
Fonte: www.juventude.gov.br
Depois de ser aprovada na Câmara, a PEC encontra-se em tramitação no Senado Federal e deverá entrar na pauta de votação a qualquer momento. A Proposta é uma antiga reivindicação dos movimentos juvenis, de vários outros setores da sociedade civil e do Conselho Nacional de Juventude, além de ter sido apontada como uma das prioridades da I Conferência Nacional de Juventude, realizada em abril do ano passado. A PEC regulamenta a proteção dos direitos econômicos, sociais e culturais da juventude brasileira, inserindo nominalmente o segmento no texto constitucional. Com sua aprovação, a palavra “jovem” será finalmente integrada ao capítulo VII da Constituição Federal, que trata dos Direitos e Garantias Fundamentais, a exemplo do que já ocorre com as crianças, adolescentes e idosos.
O texto da PEC indica ainda a necessidade de aprovação do Plano Nacional de Juventude (PL 4530/2004), que orienta o país para um conjunto de metas sobre os direitos dos jovens que deverão ser cumpridas nos próximos dez anos pela União, em parceria com estados, municípios e organizações juvenis, envolvendo ações das mais diversas áreas, como cultura, saúde, esporte, cidadania, trabalho, inclusão digital e educação, entre outros.
O Projeto de Lei já foi aprovado por uma comissão especial da Câmara e aguarda a votação em plenário. Como o texto foi elaborado há quase cinco anos, antes da criação da Secretaria Nacional de Juventude e do Conselho Nacional de Juventude, e muito antes da realização da I Conferência Nacional de Juventude, que resultou em um conjunto de resoluções e prioridades apontadas pela juventude brasileira, o Conselho defende a sua atualização, a fim de que a proposta possa atender efetivamente às necessidades do seu público-alvo.
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Secretaria Nacional de Juventude/Conselho Nacional de Juventude
(61) 3411.1407
Fonte: www.juventude.gov.br