segunda-feira, 11 de maio de 2009
Boletim de oração - Maio / Junho 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Vozes unidas pela justiça: redes sociais cristãs definem agenda comum em Curitiba
[FOTO: Jeferson, Pr. Werner, Washingtonn, Eduardo, Luis Paulo(ABU), Douglas Westphal, Paulinha, Alex, Betinho, Thiago Alves, Douglas Rezende, Patrícia, Raquel, Laís, Natálie]O primeiro encontro do FALE-Curitiba (PR) com o grupo local do movimento Evangélicos pela Justiça (EPJ) resultou no comprometimento de ambas as organizações em unir forças para promover ações conjuntas, contextualizadas com a realidade local. As organizações decidiram contribuir com o Mutirão Mundial de Oração por Crianças e Adolescentes em Situação de Risco, em parceria com igreja da periferia da capital paranaense. Além disso, definiram sua participação na Marcha para Jesus, que acontece em maio, enfatizando o compromisso e o cuidado cristão com "órfãos, viúvas e estrangeiros". Os integrantes também assumiram o compromisso de elaborar documento que cobre das autoridades políticas públicas direcionadas a situações de risco social.
O evento ocorreu no dia 25 de março e reuniu diferentes gerações de cristãos comprometidos com a sociedade. Segundo relato do articulador nacional do FALE, Douglas Rezende, a troca de experiências despertou “forte desejo de estar no centro da vontade do Pai, em uma santa não conformação com este mundo e seus anti-valores, que afirmam coisas muito mais que pessoas”. Confira a íntegra do texto em que Douglas narra suas impressões e acontecimentos do encontro.
Relato do encontro da Rede FALE e do Movimento EPJ em Curitiba
Douglas Rezende*
“No sábado, dia 25 de março, realizamos o primeiro encontro Rede Fale e EPJ de Curitiba e região metropolitana. Foi um momento muito especial. Estavam presentes cristãos comprometidos com o Reino de Deus e a sua justiça, representando várias igrejas, de diversos segmentos sociais.
“Os de mais ‘estrada’, como o pastor Werner Fuchs - apoiador do EPJ, um dos últimos perseguidos políticos do Brasil e figura histórica dos movimentos sociais no Paraná - puderam trocar suas experiências de vida, esperança e fé com os que estão iniciando a jornada agora, a exemplo da estudante secundarista Paulinha, afirmando em nosso coração o quanto alguém comprometido com os valores do Reino de Deus, pela Ação do Espírito Santo, pode transformar realidades aparentemente vazias de possibilidades. Fomos contagiados pelo forte desejo de estar no centro da vontade do Pai, em uma santa não conformação com este mundo e seus anti-valores, que afirmam coisas muito mais que pessoas.
“Durante o encontro cantamos músicas que falavam do constrangimento que o amor de Deus nos causa, nos direcionando a Ele antes de tudo e a nosso próximo como a nós mesmos, ‘não apenas de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.’
“Vários problemas sociais de Curitiba e região metropolitana foram levantados e comentados, bem como propostas de ação. Os relatos de experiência individual de inserção social dos presentes em participação em greve, realização de eventos em faculdade, manifestações artísticas e culturais, ativamente em movimentos sociais, a fome e sede de justiça de cada um, mais uma vez nos revelaram que a Luz pode e deve estar em todo mundo e o Sal em toda a terra. Aprendemos e nos solidarizamos uns com os outros.
“Um pequeno histórico da Rede Fale foi relatado, em especial do Paraná. A campanha por Saneamento Ambiental foi apresentada com a entrega dos cartões e relato do que encontramos na visita à Grota Criminosa em Marabá.
“Como agenda local, o Mutirão Mundial de oração por crianças e adolescentes em situação de risco, promovida pela revista Mãos Dadas, a ser realizado em junho, terá a participação da Rede Fale/EPJ em Curitiba, em parceria com uma igreja da periferia, em zona de risco social. Também assumimos o compromisso de orar e a elaborar um documento direcionado às autoridades responsáveis, apontando as situações de risco e a necessidade de posicionamento na adoção de políticas públicas eficientes. Além disso, decidimos participar da "Marcha para Jesus", a ser realizada em maio, pelos "órfãos, viúvas e estrangeiros" de nosso tempo, expondo cartazes e faixas cobrando justiça e denunciando nossas mazelas sociais.
“Terminamos o encontro espontaneamente abraçados, com o Pastor Werner orando por todos e todas. Graças a nosso Bom Deus pela Fé e força que nos têm dado e pelo grande presente de poder estabelecer laços de amizade com estes novos velhos amigos”.
*Douglas é articulador nacional da Rede FALE no Paraná e professor de história.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
FALE leva reflexão sobre justiça social à igreja no Rio de Janeiro
[FOTO: Pedro Gabrois apresenta campanha FALE por Saneamento Ambiental em Marabá (PA) para Igreja Presbiteria de Honório Gurgel]Reflexão sobre justiça social e encaminhamento para a criação de um grupo local na região de Guadalupe, na cidade do Rio de Janeiro, foram alguns dos resultados da visita do grupo local do FALE à Igreja Presbiteriana de Honório Gurgel. Os integrantes do FALE apresentaram a campanha por Saneamento Ambiental em Marabá (PA), levaram uma mensagem a toda a igreja com o tema “Justiça social também é vida devocional”, e conversaram com organizações internas da comunidade. A visita ocorreu no dia 19 de março, com a participação de Pedro Grabois, Tulio Santiago e o pastor Marcos Vichi, do grupo FALE-Rio de Janeiro. Em relato sobre a visita, que segue abaixo, Marcos destaca as principais atividades desenvolvidas.
“Fomos muito bem recebidos pela Vania, membro da Rede Evangélica Nacional de Assistência Social - RENAS-Rio, que nos levou para uma reunião da União da Mocidade Presbiteriana (UMP) e em seguida nos dirigimos para a sala da União Presbiteriana de Homens (UPH), onde pudemos apresentar os objetivos da Rede, seus planos para o Rio de Janeiro, para o Brasil e ouvir sobre as demandas do bairro (Guadalupe), que poderiam ser atendidas, como foi proposto pelos membros da UPH, a partir da formação de um grupo local junto com outras igrejas da localidade.
“Durante o culto, um momento foi reservado para agradecer a Deus pela aprovação no vestibular de três jovens que haviam estudado no curso de pré-vestibular comunitário, promovido pela igreja. A mensagem foi proferida pelo membro do FALE-Rio, pastor Marcos Vichi, que abordou o seguinte tema: “Justiça social também é vida devocional”.
“Após o culto, desfrutamos de agradável momento de comunhão, conversando com muitas pessoas sobre a importância do compromisso da igreja com a justiça social”.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Convite de lançamento do Projeto Memória Viva
Local:
Igreja Presbiteriana Independente de Parque Brasil Rua Gaetano Donizete, 03, Pq. Brasil
Data: 25 de abril (4º sábado)
Horário: 19h
Convidados:
Anivaldo Padilha
Promoção:
Programação:
Receberemos o irmão Anivaldo Padilha (Igreja Metodista do Brasil) e ouviremos o depoimento sobre as vicissitudes que ele passou no período da Ditadura Militar, como membro de igreja e como líder de mocidade àquela altura. As experiências foram profundas e, certamente, as lembranças provocam dor, porém nosso objetivo é não esquecer aqueles eventos de modo a que não reproduzamos aquela triste história. Colaborará no resgate desse período sombrio da nossa história, especialmente depois que a Folha de São Paulo chamou a Ditadura de "Ditabranda".
Como chegar:
Igreja Presbiteriana Independente de Parque Brasil
Endereço: Rua Gaetano Donizete, 03
Obs.: a Igreja fica atrás das Casas Bahia do Grajaú, próximo ao Terminal Grajaú.
Se houver qualquer dificuldade ligue: 8581-6165 – Pr. José Nílton
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Campanha em Marabá ganha apóio político no Estado
Durante a audiência, os membros do FALE expuseram ao senador o histórico da Rede, as campanhas realizadas anteriormente e seus resultados, além das principais propostas e objetivos da organização. “Argumentamos ainda sobre a importância de se realizar a segunda fase da campanha de Saneamento Ambiental, com caráter local, e a sua eficiência”, explica Carlos Eduardo.
Outro ponto abordado foi o público alvo da Campanha, os moradores da Grota Criminosa. Carlos Eduardo e Kharyna falaram sobre a hidrografia da região e as conseqüências do descaso com a destinação dos resíduos que são lançados no leito do rio, tanto pela comunidade como por empreendimentos privados e hospital municipal. Na ocasião, também foi colocada a proposta de desenvolver projeto de educação ambiental para conscientização e mobilização de moradores do entorno do rio.
Carlos Eduardo avalia que o senador apreciou a iniciativa da Rede FALE que, em janeiro, levou 15 jovens de todas as regiões do país para atividades de lançamento da Campanha FALE por Saneamento Ambiental em Marabá. O grupo visitou a região alvo da Campanha, conhecida como Grota Criminosa, distribuiu cartões Ore e Envie em igrejas de Marabá e Belém e levou o tema para o Fórum Social Mundial, através da promoção de mesa de debate sobre ‘Saneamento Ambiental e Defesa de Direitos Humanos’.
“O senador mostrou satisfação com a iniciativa e firmou apoio à campanha e, em ato político, assinou um dos cartões que pede apoio à Companhia Vale do Rio Doce ao projeto de educação ambiental. Ele ainda se apresentou como mediador entre as entidades”, afirma Carlos Eduardo, apontando os resultados da audiência.
(Por Priscila Vieira)
Veja também:
+ Campanha FALE por Saneamento Ambiental em Marabá (PA)
terça-feira, 7 de abril de 2009
Diminui em 22,5% a proporção de brasileiros sem acesso a esgoto
Pesquisa mostra que a proporção é menor nos domicílios com renda inferior a um salário mínimo
De 2004 a 2007, a proporção de brasileiros sem acesso a nenhum tipo de esgotamento diminuiu 22,5%, de acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Essa redução, no entanto, não foi uniforme. As casas mais pobres (com renda domiciliar abaixo de um salário mínimo) foram as que menos tiveram melhoria no acesso ao saneamento, excluindo-se a faixa de renda mais rica (que não tinha margem para melhorar).
Os domicílios com renda de menos de um salário mínimo são os que mais concentram famílias sem esgotamento (40% do total). Mesmo assim, nesse estrato, a diminuição na proporção de pessoas que viviam em casas sem qualquer tipo de coleta de esgoto (nem rede de saneamento, nem fossas, nem valas) entre 2004 e 2007 foi de 18,9%, muito menor do que em outras faixas de renda, como a de um a dois salários mínimos (redução de 30,5%) ou a de dois a três salários (35,2%).
A melhoria do mais pobres só não foi menor do que a entre as famílias que recebem mais de dez salários mínimos – nestas, entretanto, não havia o que melhorar, já que praticamente não há pessoas sem algum tipo de coleta.
“Há a dificuldade de levar o saneamento para a renda mais baixa, porque essa população se concentra em áreas rurais afastadas e nas periferias urbanas”, diz Maria da Piedade Morais, pesquisadora do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Ela acredita que os números brasileiros sejam positivos como um todo, já que o número de pessoas sem esgoto diminuiu em todas as faixas, mas entende que o investimento público não tem conseguido penetrar nas áreas de baixíssima renda.
Áreas rurais e favelas
Para Piedade, a evolução brasileira vai depender de os programas de saneamento rural serem encorpados. “Para áreas isoladas, têm importância ações mais específicas. Você não pode imaginar que vai levar rede de esgoto para todo o território, porque numa Amazônia, o espaço é rarefeito”, argumenta. “Esgotamento é uma coisa típica de áreas densamente povoadas”.
Na zona urbana, em todas as faixas de renda há mais de 90% de pessoas vivendo em casas com esgotamento. Mesmo assim, são 2,5 milhões de pessoas sem saneamento na zona urbana, dos quais 979 mil recebem menos que um salário mínimo. Já a zona rural concentra 6,9 milhões de pessoas sem esgotamento (22% das pessoas dessas regiões), das quais 2,8 milhões recebem menos de um salário mínimo.
Apesar disso, o técnico do IBGE, William Kratochwilli, acredita que as periferias urbanas concentrem boa parte da falta de acesso a esgoto. “Se pensarmos que boa parte das favelas não tem esgotamento, só na Rocinha, no Rio de Janeiro, já seriam um milhão de pessoas” estima. (Por Dayanne Sousa, da PrimaPagina)
FONTE: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)
- Veja também:
+ Saneamento ambiental: desafio missionário urbano