quinta-feira, 19 de julho de 2007

FALE na V Jornada Teológica da FTL – NE


*Por Caio César Sousa Marçal

Reunida em Paripueira/AL nos dias 28 a 30 de abril deste ano, a V Jornada Teológica do Nordeste, promovida pela Fraternidade Teológica Latino-Americana, Núcleo Nordeste, discutiu o tema "Jesus Cristo e a Salvação". A Rede FALE esteve presente e participou ativamente da programação.

Com a presença de mais de 250 pessoas de vários estados nordestinos, com destaque para Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia, de onde vieram as principais caravanas. O núcleo FTL de Alagoas (leia-se especialmente Igreja Batista do Pinheiro) como de costume organizou tudo para que a Jornada acontecesse com o brilho de sempre. Grande parte desse público era formado por estudantes de teologia, professores e pastores.

Na noite do dia 29, Distribuímos cartão da Campanha sobre Saneamento Ambiental e tivemos oportunidade de divulgar a rede sobre o FALE. Em nossa intervenção no evento falamos que " a marca da salvação é o amor; amor que se dar em favor dos fracos, perdidos, excluídos e desconectados pelo sistema. Amor que levanta a a voz contra a injustiça! Sempre é preciso lembrar que o inferno, por definição, é a ausência do amor". Ao fim do evento recolhemos contatos de pessoas interessadas em divulgar/receber cartões em suas comunidades

*Caio César Sousa Marçal é coordenador de articulação do FALE

sábado, 7 de julho de 2007

Debate salienta questões políticas do saneamento no Brasil


FALE promove ciclo de palestras em evento de Medicina Veterinária da UFRRJ

A segunda mesa de debates sobre Saneamento Ambiental no Brasil na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no dia 4 de julho, enfatizou a dimensão política dos problemas da área. O debate integra o Ciclo de Palestras sobre o tema, promovido pelo FALE na XXIV Semana Acadêmica de Medicina Veterinária (Semev), com apoio do grupo local da ABU. Os palestrantes da noite foram o sanitarista e pró-reitor da UNIRIO, Luiz Azar Miguez e o também sanitarista e diretor do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro, José Stelberto Porto Soares.

Soares abriu as palestras da noite com reflexões sobre a amplitude do problema do saneamento. “Em termos de saneamento não existem ilhas porque, por exemplo, uma mosca tem um raio de ação de quatro metros, sem falar de epidemias que passam de pessoa a pessoa e de ambiente em ambiente. Até os mais egoístas hão de admitir que o saneamento é uma questão de saúde pública que atinge a todos”, afirmou. O sanitarista enfatizou que problemas sociais como o saneamento são resolvidos através da ação participativa dos indivíduos.

O professor Miguez apresentou algumas visões possíveis do problema e declarou que o saneamento ambiental é uma questão política. “As questões técnicas têm sido resolvidas. O problema é, portanto, político”, enfatizou. Em sua exposição, salientou que a falta de saneamento, como outros serviços deficitários, atingem com maior intensidade os mais pobres. Por fim, defendeu que a situação de bem estar é possível na congruência de um Estado presente com a organização social também presente e efetiva.

As mesas de debate do ciclo de palestras sobre Saneamento Ambiental foram organizadas com os eixos temáticos transversais ‘Direito a saneamento ambiental’, ‘Favela e urbanização no Estado do Rio de Janeiro’ e ‘Políticas públicas em saneamento ambiental no Brasil’. O fechamento do evento ocorreu no dia cinco de julho e outras informações e fotos do evento estarão disponíveis neste site nos próximos dias.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

FALE leva realidade da favela à Universidade


Movimento promove Mesa de Debates na UFRRJ

Estudantes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) participaram, no dia 3 de julho, da mesa de debates sobre Saneamento Ambiental no Brasil, promovida pelo FALE na Semana Acadêmica do Médico Veterinário (Semev). O público teve acesso a informações sobre tecnologias e pesquisas em saneamento desenvolvidas no país, através da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e também assistiu a depoimentos de moradores das favelas da cidade, levados ao público pela Federação das Associações de Favela do Estado do Rio de Janeiro (Faferj).

As palestras foram proferidas pelo professor Isaac Volschan Junior, do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente e pelo vice-presidente da Faferj, José Nerson de Oliveira. A coordenadora do Curso de Medicina Veterinária da UFRRJ, Miliane Souza, fechou as preleções da noite com considerações sobre o diálogo entre o conhecimento produzido nas universidades e a realidade cotidiana.

O professor Isaac Volschan salientou a importância das pesquisas realizadas nas universidades. “A universidade tem muito a contribuir com pesquisas tecnológicas e de viabilidade econômica dos projetos”, afirmou. Para José Nerson, da Faferj, a falta de interesse político na execução de obras efetivas nas favelas é um dos principais problemas nas questões sociais. “Se os problemas forem resolvidos, o político vai pedir voto onde? Você não vê político de prédio em prédio, pedindo voto em Copacabana”, declarou Nerson. Além de abordar temas como violência nas favelas, ele exibiu um vídeo com depoimentos de moradores sobre obras incompletas nestas comunidades. Segundo o sindicalista, esta foi a primeira vez que o vídeo foi apresentado em uma universidade.

A professora Miliane fechou as palestras com reflexões sobre o diálogo entre conhecimento e realidade. “A reflexão que eu gostaria que vocês saíssem daqui fazendo é que posicionamento eu vou adotar, na comunidade onde atuo como profissional, para gerar melhorias significativas neste local”.

O ciclo de palestras sobre Saneamento Ambiental prossegue nos dias quatro e cinco de julho, na UFRRJ. Organizadas com três eixos temáticos transversais, as mesas de debate discutem sobre ‘Direito a saneamento ambiental’, ‘Favela e urbanização no Estado do Rio de Janeiro’ e ‘Políticas públicas em saneamento ambiental no Brasil’. Maiores informações você encontra logo abaixo, nesta mesma página. Sobre a XXIV Semev, acesse http://www.ufrrj.br/eventos/semev/ .

terça-feira, 3 de julho de 2007

60.000 sacolas plásticas...





...são usadas a cada CINCO SEGUNDOS, nos EUA.

Isso mesmo, SEGUNDOS!


Não é de hoje que se sabe que a superpotência norte-americana é também superpoluidora. As fotos acima são uma pequena amostra dos
cartões postais de Chris Jordan, uma maneira criativa de falar sobre o estilo de vida consumista do seu país. Mas não se engane: assim como na música, na língua e em muito mais, seguimos os passos dos nossos vizinhos do norte. Segundo o IBGE, só em 2003 foram produzidos mais de 510 mil toneladas de sacos plásticos no Brasil.

Para onde vai todo esse lixo?

O que falamos a respeito?

O que fazemos?


(crédito da informação: Blog do Tas)

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Estudantes da UFRRJ discutem saneamento ambiental


Inicia hoje (dia 3 de julho) o ciclo de palestras sobre Saneamento Ambiental na XXIV Semana Acadêmica do Médico Veterinário (Semev), promovido pela Rede FALE de Defesa de Direitos. Organizadas com três eixos temáticos transversais, as mesas de debate discutem sobre ‘Direito a saneamento ambiental’, ‘Favela e urbanização no Estado do Rio de Janeiro’ e ‘Políticas públicas em saneamento ambiental no Brasil’. As palestras iniciam às 17 horas, no campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), no prédio da P1 (reitoria).

Reconhecida pela comunidade acadêmica e profissional pela qualidade dos palestrantes selecionados e da atualidade dos temas debatidos, a Semev oferece Ciclos de Atualização, Mini-Cursos e mais uma edição do Prêmio Tokarnia. Coordenada pelo Diretório Acadêmico Guilherme Hermsdorff (DAGH), do curso de Medicina Veterinária da UFRRJ, a semana de estudos abre espaço para divulgação de movimentos sociais que trabalhem com temas relevantes para a sociedade e de interesse de alunos e pesquisadores da área. Este ano, o FALE divulga sua campanha por Saneamento Ambiental no Brasil em um espaço propício à reflexão teórica e social.

Mais informações sobre o ciclo de palestras promovido pelo Fale você encontra logo abaixo, nesta mesma página. Sobre a XXIV Semev, acesse http://www.ufrrj.br/eventos/semev/ .

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Saneamento básico e as políticas públicas do PAC*

Kadu Cayres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em maio deste ano “que o governo, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), pretende gastar R$ 40 bilhões em projetos considerados prioritários pelos estados e municípios na área de saneamento”. Diante desta afirmação, indagações do tipo: Como será essa política de saneamento subsidiada pelo PAC?; O programa será capaz de expandir os sistemas de esgoto?; Conseguirá o PAC acabar com o caos nas redes de saneamento básico?; começam a ser formuladas.


Visando discutir essas questões, o Olhar Virtual convidou a professora do Programa de Pós-graduação em Urbanismo (FAU/UFRJ) e pesquisadora do Observatório das Metrópoles (grupo de pesquisa que atua na identificação das tendências convergentes e divergentes entre as metrópoles, geradas pelos efeitos das transformações econômicas, sociais, institucionais e tecnológicas), Ana Lucia Britto.

PAC e saneamento básico

Ana Lucia: “O PAC representa um importante incremento financeiro na agenda econômica, antes focada no controle da inflação e do déficit fiscal, e reforça o reconhecimento da necessidade de aumento dos investimentos públicos em infra-estrutura e, particularmente, nas infra-estruturas de saneamento, que têm impactos na melhoria da qualidade de vida da população e na geração de empregos.

Segundo o programa, a distribuição dos investimentos será feita de acordo com as necessidades de cada região. A previsão é de que 52% dos recursos sejam aplicados nos grandes centros urbanos ou cidades com mais de 1 milhão de habitantes, onde o déficit de serviços é maior; 21% nos municípios com até 60 mil habitantes; 16% nas cidades com população de 60 a 200 mil habitantes; e 12% nas metrópoles com até 1 milhão de pessoas. Ele prioriza, ainda, ações de saneamento integrado em favelas e palafitas, o que implica articular as ações aos programas de habitação popular.

Os investimentos previstos na área de saneamento ambiental representam um avanço em relação à retomada dos investimentos, iniciada em 2003. Entretanto, o PAC não possibilita a universalização do acesso aos serviços de saneamento ambiental, que segundo o cálculo do Ministério das Cidades, demandaria investimentos da ordem de R$ 6,5 bilhões por ano, tendo como meta a universalização em 2020”.

Expansão das redes de esgoto

Ana Lucia: “Como no saneamento ambiental o déficit maior concentra-se em sistema de coleta e tratamento de esgotos sanitários, certamente os investimentos a serem realizados promoverão a extensão das redes e ampliarão o acesso aos serviços, sobretudo nas periferias metropolitanas e favelas - áreas privilegiadas pelo projeto”.
Patrocínio e planejamento
Ana Lucia: “Para que o beneficio seja real, é preciso que os investimentos respeitem alguns princípios que já foram apontados pela Secretaria Nacional de Saneamento, dentre os quais, o mais importante é a exigência de um plano municipal de saneamento que oriente os investimentos, para que não haja incongruências no sistema.

A realização de investimentos sem a orientação de um plano e sem a integração dos diversos setores que compõem o saneamento ambiental, gerou, no Rio de Janeiro, situações de extrema vulnerabilidade à enchentes e a grave poluição dos recursos hídricos. Os sistemas de abastecimento de água e esgoto sanitário demandam um planejamento integrado e complementar aos sistemas de drenagem. Em um cenário ideal, este plano orientador dos investimentos deve ser articulado aos Planos Diretores Municipais Participativos, recentemente elaborados. Mesmo que ainda não existam os planos — gastos a serem realizados com recursos do PAC devem começar este ano —, é importante que exista alguma forma de planejamento.

A criação de órgãos colegiados, formado por entidades da sociedade civil, é relevante para o acompanhamento dos investimentos a serem realizados. Órgãos desta natureza, devem ter capacidade de discutir políticas de habitação, saneamento e transportes”.

* Extraído de Olhar Virtual. Disponível em:
http://www.olharvirtual.ufrj.br/2006/index.php?id_edicao=163&codigo=3